Vacina oral contra poliomelite será substituída pela injetável

O Ministério da Saúde irá substituir a vacina oral contra a poliomelite, conhecida como Sabin, por um imunizante injetável. A troca acontecerá porque a forma injetável é produzida com o vírus morto, portanto é considerada mais segura pelas autoridades. O processo já é feito em vários outros países do mundo.

A vacina oral é produzida com o vírus atenuado, o que em casos raros pode acarretar em uma infecção, conhecida como pólio vacinal. O risco desse problema acontecer é de um caso para 800 mil doses. Por enquanto não há uma data oficial para que a transição seja feita, mas espera-se que ela deva acontecer em 2012.

Apesar de ainda não estar disponível nos postos de saúde, a vacina com o vírus inativado já pode ser encontrada em clínicas particulares. Nesses estabelecimentos, ela é oferecida conjugada a outras vacinas, como a DTP (difteria, tétano e coqueluche) e a contra a meningite.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que a incorporação de novas vacinas “segue critérios que são avaliados por grupos de trabalho formado por especialistas. Eles avaliam a tecnologia, custo benefício, custo efetividade, além do impacto epidemiológico, imunológico e logístico. Essa análise ainda depende de capacidade produtiva dos laboratórios e capacitação de profissionais”.

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