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O governo francês recomendou que cerca de 30 mil mulheres francesas que estejam com implantes de silicone da empresa PIP (Poly Implant Prothèses) façam a retirada preventiva das próteses.
O anúncio acabou sendo repassado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no Brasil, já que, segundo o órgão, 25 mil implantes defeituosos da empresa francesa podem estar em brasileiras. No entanto, não há uma recomendação para que as pessoas que se submeteram a implantes no país retirem suas próteses.
Sabe-se que cerca de 300 mil implantes da PIP foram vendidos ao redor do mundo antes da empresa falir no ano passado. Sediada no sul da França, a empresa foi fundada em 1991 e chegou a ser a terceira maior fabricante de implantes do mundo, produzindo cerca de 100 mil por ano.
De acordo com o governo francês, foram registrados oito casos de câncer em mulheres que estavam com implantes mamários fabricados pela PIP, que é acusada de utilizar silicone de grau industrial, normalmente usado em computadores e utensílios de cozinha.
O maior risco é o de as mulheres sofrerem danos nos órgãos internos por causa do rompimento da prótese, o que causaria contato direto com o material da fabricação. Importante dizer que exames de ultrassom e mamografia podem não mostrar o rompimento. Portanto, a melhor saída é a retirada preventiva.




