Mamadeiras proibidas pela Anvisa

Depois de divulgar uma lista com 10 medicamentos que estão com a venda suspensa, a Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe mamadeiras com bisfenol A (BPA) no Brasil. O motivo usa como base vários estudos recentes que mostram os riscos decorrentes da exposição ao BPA. A substância já foi proibida na União Europeia, Canadá, China, Malásia, Costa Rica, além de onze estados norte-americanos.

Os principais problemas causados pelo BPA, substância que também é usada no revestimento interno de algumas latas de bebidas e alimentos, são puberdade precoce, câncer, alterações no sistema reprodutivo e no desenvolvimento hormonal, além de infertilidade e obesidade. Apesar de os resultados das pesquisas não serem conclusivos, a Anvisa optou por já proibir as mamadeiras com BPA.

Para a entidade, a substância não é eliminada pelo corpo de crianças de até um ano de forma tão eficiente. Portanto, a medida visa a segurança das crianças de zero a 12 meses.

O principal substituto do BPA nas mamadeiras é o polipropileno. Fabricantes e importadoras do produto terão 90 dias para cumprir a determinação, que já foi publicada no Diário Oficial da União.

As mamadeiras fabricadas ou importadas dentro do prazo de 90 dias poderão ser comercializadas até 31 de dezembro deste ano.

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