
A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou ontem as novas restrições ao uso do bisfenol A (BPA) na fabricação de produtos para bebês. O projeto proíbe a venda de chupetas e mamadeiras que tenham a substância em sua composição. O composto, que ainda está presente na maioria das mamadeiras vendidas no país, é usado para dar maior resistência ao plástico.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já havia determinado a proibição da venda e da fabricação de mamadeiras com bisfenol A em setembro. O órgão deu o prazo até dezembro para que as empresas fizessem as correções.
O bisfenol A é suspeito de causar doenças como câncer e problemas de comportamento, além de obesidade, puberdade precoce e infertilidade. Apesar de não existirem evidências conclusivas sobre os efeitos da substância em humanos – a maioria dos testes foram feitos em animais –, a Anvisa optou pela proibição.
Além das mamadeiras, o bisfenol A pode ser encontrado em embalagens de alimentos, como latas de molho de tomate, e de refrigerantes. A França e os Estados Unidos já restringiram o uso da substância em produtos que são destinados a bebês e crianças. No Brasil, se a decisão não receber recurso em cinco dias, não precisará passar pelo plenário e poderá seguir para análise na Câmara.




